Gás Natural

 

Mercados Regionais

A oferta de gás natural no Brasil é composta pela produção nacional, pela importação boliviana via Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) e pela importação de gás natural liquefeito (GNL) de outros países. 

A produção de gás natural nacional tem tido um aumento crescente nos últimos anos em decorrência das descobertas de novas reservas convencionais. É sabido que o gás pode ser extraído de reservatórios convencionais e não convencionais, sendo os benefícios sendo os mesmos independentemente da sua reserva de extração. 

No entanto, os impactos da exploração não convencional são mais expressivos do que a convencional devido ao uso da técnica de fraturamento hidráulico, que em outros países do mundo é acusada de provocar abalos sísmicos, contaminar águas e emitir gases que agravam o efeito estufa. 

O que se discute hoje mundialmente é o fato de os impactos associados à exploração não convencional estarem ligados ao baixo nível de conhecimento e pesquisas desenvolvidas, o que acaba por acarretar a falta de legislações específicas e baixa capacidade de os órgãos ambientais analisarem e fiscalizarem esse tipo de projeto. 

De acordo com o estudo intitulado “Mercado de gás natural no Brasil: desafio para novo ciclo de investimentos”, desenvolvido pelo BNDES em 2015, um dos grandes gargalos para disponibilizar o produto ao mercado não é a produção de gás, mas a sua logística de transporte e distribuição. 

No caso do Brasil, em virtude de os centros de consumo se encontrarem distantes dos locais de produção e de a malha de transporte e distribuição não ser bem desenvolvida, o custo logístico exerce papel preponderante na composição do custo total. 

É fato que a instalação e exploração de uma indústria de gás natural acaba por gerar impactos econômicos e socioambientais, mas assim como em qualquer empreendimento econômico de grande porte, deve-se equilibrar estes riscos associados aos inúmeros benefícios e oportunidades que podem ser geradas para a região de instalação.