Gás Natural
Afinal, que gás é esse?
O gás de que tanto se fala em Morada Nova de Minas é conhecido como não convencional, pois está depositado em rochas muito profundas e pouco porosas, de difícil acesso. Também é chamado de gás de folhelho, e fora do Brasil, recebe o nome de shale gas.
É um combustível fóssil, gerado a partir da maturação da matéria orgânica ao longo de milhões de anos de eventos geológicos. Na Bacia do São Francisco, calcula-se que o gás tenha se formado entre 740 e 550 milhões de anos atrás, em um ambiente marinho de sedimentação.
O Brasil tem aproximadamente 4,4 trilhões de m³ desse tipo de gás em reservas situadas nas bacias do São Francisco, Parecis, Acre, São Luiz, Parnaíba, Recôncavo, Paraná e Tucutu.
Embora sejam reservas muito valiosas do ponto de vista energético, a produção do gás não convencional ainda não acontece no Brasil porque não estão claros os impactos sociais e ambientais decorrentes desta prática.
Diferentemente das reservas convencionais, onde o gás fica em rochas superficiais e de maior permeabilidade, o gás das reservas não convencionais só pode ser extraído por meio de uma técnica chamada de fraturamento hidráulico ou fracking, que recebe várias críticas mundo afora pelo impacto ambiental que pode causar.
No Brasil, ainda não houve produção de gás não convencional justamente porque não estão claros os impactos que o fraturamento hidráulico pode acarretar, e nem definidas medidas seguras de proteção socioambiental das regiões produtoras.
Conhecer os aspectos fisiográficos das bacias produtoras, assim como estudar em detalhes seus possíveis impactos ambientais, é fundamental para subsidiar a decisão sobre a autorização desta nova atividade econômica. É isso que a Rede Gasbras-MG vem fazendo na bacia do Rio São Francisco, especialmente em Morada Nova de Minas e região.
Exsudações naturais
Dentro de Morada Nova de Minas, as pesquisas concentram-se no Baixo do Rio Indaiá e do Rio Borrachudo. Os locais contemplam fenômenos de exsudações de gás natural, quando o gás se manifesta por borbulhamento ao longo dos corpos d’água.
É comum ouvir por parte dos ribeirinhos diversas histórias destes fenômenos, seja quanto ao borbulhamento do gás expelido, seja pelos efeitos de combustões por cima das águas e nos terraços às margens dos rios.


