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Bacia de Neuquén
Aspectos geológicos
A Formação de Vaca Muerta é considerada como a principal unidade geradora para os campos de óleo de Neuquén (Doyle et al., 2005). Esta formação é composta por folhelhos negros e carbonatos (Leanza, 1947), e considerada como uma das maiores fontes de gás de folhelho no mundo. Em termos prospectivos, Glorioso e Rattia (2012) apontam Vaca Muerta como uma referência na produção de óleo e gás não convencional, tendo teores médios de carbono orgânico total na faixa de 2,5% – 3,5%,
Os registros fossilíferos da fauna gonduânica ocidental na formação Vaca Muerta são um dos mais completos, tendo sequencias muito bem preservadas, principalmente nos estágios Titoneano e Berrisiano no limite entre o Jurássico e Cretáceo situado a 145,45 Milhões de anos. São reconhecidas diferentes biofaunas de amonitas em sucessões verticais de caráter uniforme ao longo de afloramentos na região de Mendonza (Leanza, 1947). A deposição dos sedimentos desta bacia, localizada no lado oriental dos Andes, iniciou-se no final do Triássico como resultado de uma extensão intraplaca continental. Com o crescimento do magmatismo andino a bacia se tornou um sistema de back-arc e, com a aceleração da convergência no Cretáceo Superior, produziu-se uma inversão parcial e o desenvolvimento de um sistema retroarco flexural (Tankard &Uliana, 1995).



