- Gás de Shale -
O que é o Gás de Shale
O sistema não convencional no mundo
O aumento da demanda energética mundial atrelado ao crescimento populacional, fatores econômicos, sociais e a limitação de oferta do gás natural vem aumentando o interesse de países ao redor do mundo pela explotação de sistemas não convencionais, entre eles pode-se citar Polônia, Alemanha, e Espanha. Já em países como Estados Unidos, Argentina, China e Canadá, essa exploração já é realidade à alguns anos e vem transformando o setor energético desses países (COSTA, 2017).
Os Estados Unidos são o país referência na exploração e produção de recursos não convencionais no mundo. O investimento neste recurso acabou alavancando o setor econômico de gás natural no país. Seus resultados positivos mostram que a exploração dos não convencionais são viáveis economicamente, visto que a exploração do shale gas fez com que o preço do gás natural nos Estados Unidos diminuísse consideravelmente, com isso houve aumento de oferta de gás afetando a balança comercial a ponto de o país deixar de ser importador de petróleo (DELGADO, 2019).
O Shale gas é o recurso não convencional mais explorado nos Estados Unidos devido a suas grandes reservas na formação Marcellus, no estado da Pensilvânia. Em 2013, a extração de gás de folhelho cresceu 506% em relação a 2007, alcançando cerca de 40% da produção total de gás natural neste país (COSTA, 2017). Em 2016, a produção de gás de folhelho representou mais da metade de todo o gás produzido nos reservatórios do país (ABELHA, 2016).
A Argentina é atualmente um país bem evoluído na exploração convencional e não convencional, apesar desta última ser ainda recente. A exploração de recursos não convencionais ocorre principalmente na formação Vacca Muerta localizada na Bacia de Neuquén, com uma área de aproximadamente 30.000 Km2, sendo esta área é a principal fonte de Shale gas e Tight gas na Argentina. O país possui aproximadamente 332 bilhões de metros cúbicos de reservas de gás, sendo Neuquén, responsável por 44,5% do total de reservas (MARINHO, 2018).



