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Em Outras Bacias do Brasil

Desafios na produção e desenvolvimento


O desenvolvimento de grandes nações a base do gás não convencional, como EUA, Canadá e Argentina, suscita um interesse brasileiro em incentivar a sua indústria neste setor. A possibilidade de uma reformulação da matriz energética nacional com base em uma energia mais limpa, faz do gás natural uma commodity de destaque para o desenvolvimento do país.

Ao passo em que a demanda energética brasileira cresce, a indústria nacional esbarra em aspectos infra estruturais. A falta de um sistema consolidado para o escoamento da produção, principalmente nas proximidades das principais reservas não convencionais, torna-se um fator que fortemente desestimulante para interesse dos grandes players do setor produtivo (Gomes, 2011).

Uma outra variável recorrente nos debates sobre o shale gas no país é a falta de uma legislação específica consolidada. As incertezas inerentes aos trâmites legais da produção do gás não convencional podem comprometer a viabilidade técnica do shale gas. É consensual que um desenvolvimento forte do gás natural brasileiro será fruto de uma reestruturação inteligente dos respectivos aspectos regulatórios.

Por fim, existem os empecilhos ambientais. Os impactos das técnicas de exploração do gás não convencional muitas vezes acarretam em efeitos deletérios à natureza. Os efeitos negativos da exploração do shale gas vão da contaminação dos aquíferos e das águas superficiais até a contaminação do solo e sedimentos locais. A exacerbada demanda do volume de água para o fracking pode gerar conflitos atrelados ao uso e manejo hídrico entre a indústria e as outras atividades econômicas locais.

As técnicas remediadoras destes impactos variam de local para local e podem ser demasiadamente complexas. Portanto, faz-se necessário um amplo diálogo entre empresas, instituições governamentais e representantes da sociedade local para alcançar a melhor forma de se operacionalizar a exploração do gás não convencional.