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Bacia de Neuquén
Histórico
A Bacia de Neuquén, situada no oeste da Argentina, é uma das províncias situadas sobre a formação geológica Vaca Muerta, com mais de 35.000 Km2 e se estende por mais três províncias além de Neuquen: Rio Negro, La Pampa e Mendoza. É Neuquén, a responsável por praticamente a metade da produção de óleo e gás da Argentina (Vergani et al., 1995), graças ao seu alto potencial para petróleo, gás e, mais recente, o shale gas (gás de folhelho). Entende-se que na Argentina, as reservas de hidrocarbonetos não convencionais superam em até trinta vezes mais, as suas reservas convencionais (Christel e Novas, 2019).
Em meio ao declínio das reservas de óleo e gás convencionais argentinas em concomitância com uma série de mal sucedidas políticas econômicas-regulatórias, em 2012 o governo argentino anunciou o interesse em desenvolver as suas potencialidades no âmbito do óleo e gás não convencional. A sanção da “Ley de Soberanía Hidrocarburífera” foi um marco para este evento. Assim, começou o desenvolvimento do shale gas argentino como política de ampliação e versatilidade da estrutura energética nacional (Christel e Novas, 2019).
As primeiras incursões para a exploração não convencional na bacia de Neuquen tiveram início em 2010. Em meio a uma intensa crise econômica, as expectativas do não convencional na província de Neuquén já apontavam um crescimento de produção em sete vezes mais. O período de 2014 a 2018 na era do governo de Macri foi marcada pela guinada da exploração de recursos não convencionais, em muito, capitaneada pela intensiva exploração das reservas de Vaca Muerta em Neuquén (Alliani e Brunelli, 2020).
Hoje, por consequências da pandemia da COVID-19, o mercado de preços de óleo e gás encontra-se em crise, gerando incertezas globais sobre o comportamento do mercado que está por vir.



